sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

" Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. Desculpa, tudo que vivi foi profundamente... eu te ensinei quem sou... e você foi me tirando... Os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta. Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem. Até onde posso ir para te resgatar ? Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade... de me inventar de novo. Desculpa...se te olho profundamente, rente à pele... a ponto de ver seus ancestrais... nos seus traços. A ponto de ver a estrada... muito antes dos seus passos. Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos! Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. Eu quero estar viva e permanecer
te olhando profundamente."



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